
Aguarela cena rural, autor: José M. Silva
Como que a morrer!...
Sonhos, murmúrios, lágrimas,
infâncias perdidas, juventudes roubadas.
Tristes e envelhecidas paredes
fortificam as manhãs claras
pilar dos medos e das amarguras
das brumas e das noites despovoadas.
Como que a morrer!...
Já sem portas nem janelas abrigas
a densa vegetação das intempéries.
Lágrimas perdidas, regaços envelhecidos,
colos maternos e seios distantes.
Na inércia das ruínas embriagadas
das leiras e dos enigmas nocturnos.
José M. Silva
Em livro «Há copos, garfos inebriados dentro de mim»
Aguarela cheia de luz acompanhada por um poema muito suave, muito sincero.
ResponderEliminarUm prazer a tua visita - aparece para o chá sempre que possas...
Beijos e abraços
Marta
Não é verdade que não aprecio poesia. É verdade que me custa a entender a poesia e que não gosto da que não entendo. Gosto da poesia mais ingénua, mais ao estilo António Aleixo. Quando o poeta rebusca muito e eu não entendo o que ele quer dizer é que é mau. Não se gosta daquilo que não se entende.
ResponderEliminarOra assim sendo: este teu poema é muito triste. Um mulher que carrega o peso do mundo sobre um passado de amargura. Será?
Ulisses de James Joyce é o clássico Ulisses? Um dia tenho que me dedicar aos clássicos... Quanto ao livro, fica a dica, que eu tenho uns quantos na estante. se bem me conheço ainda te voltarei a perguntar: como era mesmo aquele livro de que me falaste há uns tempos?
Até breve. Vou visitar mais dois ou três poemas.
Responde no meu blog. Há qualquer coisa nas subscrições que não está a funcionar bem.
ResponderEliminarLi outra vez...
ResponderEliminarPode ser como que a morrer, mas da pintura transparece uma vida cheia!
ResponderEliminarGostei muito do quadro!
Bjs
Fa