quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Apresentação do livro «As Sombras»

Tenho o prazer de convidar V. Exa.
Para participar na apresentação
do meu livro de poesia, intitulado
«As Sombras»
O evento terá lugar, no salão nobre
da Biblioteca Municipal de São Lázaro.
Sito: rua do Saco, 1 - 1169-107 Lisboa,
(Freguesia da Pena)

Conto convosco :)

José M. Silva

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A bondade da água ou o caminho do pão!...



Acrilico s/tela
Med: 50x70cm
Autor: José M. Silva

As janelas fazem transparecer
um mundo tão permanente e efémero,
quanto a mulher de vermelho.
Esta espelha o seu modo de graça
divino e materialista.
A multidão apressada esconde, o olhar,
do olhar inocente!
O comerciante mostra-se apreensivo,
com os hóspedes de rua.
E, os anjos de branco, filhos do homem
que não soube o que é ser criança.
Esperam a bondade da água ou o caminho do pão!

Votos de feliz Natal e feliz Ano Novo!

José M. Silva

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Fantasmas sem rosto



Titulo: Fantasmas sem rosto
Acrilico s/tela, dim: 30 x 40 cm
Autor: José M. Silva

Nota. Na tela original, o mendigo tem a cara tapada.
Alteração feita após a foto.

O traço foge-me nas palavras.

Aquelas que recordo um dia ter dito, lido ou ouvido

num qualquer botequim de rua ou bar de esquina!…

Recordo o instante, o gesto, a mão, o rosto

e guardo tão vivo quanto vivo esta vida de mito.

Crente em coisa alguma, aguardo

o traço pesado e sombrio, que embalo

neste medo, que me crucifica o corpo e a alma.

As forças esvaecem-se, o pão é uma utopia.

A minha casa não tem portas nem janelas.

Lavo-me da morte e da corrente que me assola as vísceras!

E, o traço foge-me nas palavras errantes,

no redesenho dos fantasmas sem rosto.


José M. Silva



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A água faz transparecer a nudez


Pintura digital. José M. Silva

A água faz transparecer a nudez
do brilho que desvanece aos olhos.
Sangue sem identidade voa
na paleta mesclada do pintor.
Este alumia o corpo e a alma
e adivinha as correntes com traços
e imagens a nascer d´outras terras.

José M. Silva

Em livro "As Sombras"

domingo, 15 de agosto de 2010

Bem... a tinta estava a dar as últimas mas...



Esboço para a exposição que vou
apresentar no próximo mês de Outubro,
no Clube Literário do Porto, intitulada:
Combate à pobreza e à exclusão social.


terça-feira, 10 de agosto de 2010

A mulher do meu poema


Pintura digital
Autor: José M. Silva

A mulher do meu poema
apareceu ao cair da noite
vestida de branco, inundada de amor.
Entrelaçou os seus dedos imaginários,
abriu-me os olhos e percorreu-me o corpo.
Enlacei o seu corpo desnudado,
ancorado na penumbra 
dei-lhe um beijo roubado.
Recriei-a no tempo
reproduzi-a no espaço.
No espaço !.. Das noites e dos dias.

A mulher do meu poema
apareceu ao cair da noite.
Tocou o meu pensamento,
sentiu o meu desejo,
ouviu o meu segredo,
Abraçou-me e mergulhou
nas profundezas.
Prendeu-me nas algas
e levou -me ao fundo do mar.
Mostrou-me tesouros submersos, casulos e corais.
No espaço !.. Das noites e dos dias.

A mulher do meu poema
apareceu ao cair da noite.
No espaço !.. Das noites e dos dias.

José M. Silva

terça-feira, 25 de maio de 2010

Verifiquei que as cores se distanciavam



Desenho a lápis de cor azul
Autor José M. Silva


Verifiquei que as cores se distanciavam

quanto mais frias.Mas o seu fogo

retraía-me o olhar.

Verifiquei também que as formas surgiam

como pássaros num voo cerrado.

As linhas renovavam-se

numa junção física e intuitiva.

No nascer suspenso, de uma mutabilidade,

que pairava no silêncio

e no registo delineado do tempo.

Tempo que não apaga, nem os sonhos, nem o som,

com que invento a descrição do teu rosto.


José M. Silva


Do Livro «As Sombras» 2010